Assédio eleitoral afronta a democracia
Belo Horizonte (MG) - Seu voto é secreto. Sua escolha é livre. Seu emprego não pode interferir nisso. O desrespeito à sua liberdade de escolha é assédio eleitoral!
Combater esse tipo de prática é defender um dos pilares da democracia: o direito de cada pessoa decidir livremente em quem votar.
E o assunto é urgente.
Nas eleições de 2022, o Ministério Público do Trabalho recebeu mais de 3,2 mil denúncias de assédio eleitoral, em todo o país. Minas liderou o ranking, com 812 casos. Foram denúncias de pressão, ameaças, constrangimentos e promessas de vantagens para influenciar o voto de trabalhadoras e trabalhadores. Naquele ano, foram abertas 403 investigações e o MPT acionou a justiça seis vezes para exigir que as irregularidades fossem corrigidas.
Para preparar futuras gerações de profissionais a identificar e enfrentar essas situações, estagiários do MPT-MG participam de um treinamento, em BH.
O procurador-chefe Max Emiliano da Silva Sena conduziu a capacitação e abordou os direitos dos trabalhadores, a prevenção de condutas abusivas e a importância da liberdade política no ambiente de trabalho.
O tema ganhou ainda mais força em agosto, com a assinatura de um acordo de cooperação entre TSE, Tribunal Superior do Trabalho, MPT, Ministério Público Eleitoral e Conselho Superior da Justiça do Trabalho.
A parceria prevê a produção e a divulgação de campanhas educativas para prevenir e combater o assédio eleitoral nas relações de trabalho.
O objetivo é conscientizar trabalhadores, empregadores e toda a sociedade de que ninguém pode sofrer pressão, ameaça ou constrangimento por causa de sua posição política.
Conhecer seus direitos é o primeiro passo para protegê-los.
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