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Implementação de horta agroecológica promove segurança alimentar e geração de renda para pessoas em situação de vulnerabilidade social

A horta está situada na comunidade Cabana do Pai Tomás, beneficiando diretamente 352 crianças e adolescentes da Associação Mineira de Proteção à Criança (AMPC)

Belo Horizonte (MG) - Articular ações em prol da segurança alimentar e da promoção da cidadania e do desenvolvimento comunitário. Estes são os resultados obtidos por meio do Programa Cidadania em Rede, que implementou uma horta agroecológica na comunidade do aglomerado Cabana do Pai Tomás, na Região Oeste de Belo Horizonte (MG).

O objetivo da iniciativa é produzir e disponibilizar alimentos saudáveis para as 352 crianças e adolescentes que frequentam a Associação Mineira de Proteção à Criança (AMPC) e doar o excedente para as famílias em situação de vulnerabilidade social do aglomerado. Uma segunda horta agroecológica está em desenvolvimento na sede da Associação, que também está localizada no Cabana. Além disso, o Projeto proporciona, ainda, uma oportunidade de geração de renda, por meio da promoção de oficinas de agroecologia para os membros da comunidade, de modo a lhes capacitar para o ofício do cultivo de horta, cuja produção pode ser vendida e transformada em renda para a família.

A implantação de hortas agroecológicas no aglomerado Cabana é uma das ações do Cidadania em Rede, realizada em parceria com a Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte. “A iniciativa, além de aproximar as instituições públicas e as comunidades vulneráveis, também objetiva, por meio da garantia da segurança alimentar às famílias, a prevenção do trabalho infantil, inclusive ilícito, objetivando construir novas perspectivas para os jovens da comunidade”, destaca a procuradora do Trabalho, Florença Dumont.

“Ver o projeto Cidadania em Rede se materializar, com a realização de oficinas de implantação da horta, em que os alimentos são produzidos de forma orgânica, saudável e com a participação da comunidade, especialmente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, é imensamente satisfatório. Para além de oferecer alimentos, acredito que este projeto possui um viés transformador e educativo”, destacou a desembargadora Maria Luiza de Marilac. A desembargadora afirmou, ainda, que a iniciativa tem caráter inclusivo e vai favorecer a mudança de hábitos alimentares e a conscientização sobre a importância de investir na qualidade de vida. A magistrada lembrou que o aglomerado tem cerca de 64 mil habitantes, população superior à de diversas cidades mineiras. “A implantação dessa horta tem o objetivo não só de facilitar o acesso a alimentos mais saudáveis, notadamente para crianças em situação de vulnerabilidade social, como também permitir que a comunidade conheça a produção dos alimentos e a cadeia alimentar, do plantio até que ele chegue à mesa”, disse.

Segundo a juíza Mariana Andrade, por meio do incentivo a uma alimentação autossustentável, o projeto promove também o exercício da cidadania, “contribuindo para que as pessoas envolvidas na produção agroecológica possam conquistar o ofício de cultivo de horta e transformar a realidade de vulnerabilidade social em que vivem”.

Programa Cidadania em Rede - O Programa Cidadania em Rede é uma iniciativa que reúne diversas instituições públicas e entidades civis, que articulam ações em prol da segurança alimentar, promoção da cidadania e desenvolvimento comunitário. O Programa foi criado em 2021, a partir de um acordo de cooperação técnica celebrado entre o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o Ministério Público Estadual (MPMG), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o município de Belo Horizonte, com parceria do CeMAIS. O programa conta, ainda, com o patrocínio da ArcelorMittal Brasil, Cemig, AVG Siderurgia, Cedro Mineração, Bemisa e Sindiextra, e o apoio da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP), Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), Nepomuceno Soares Advogados Associados e Dinorá Carla Sociedade Individual de Advocacia.

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