Caravana contra o trabalho escravo vai a Passos/MG
O MPT-MG é uma das entidades que integram a caravana
Varginha (MG) - A cidade de Passos, no sul de Minas, foi a segunda cidade mineira a receber a Caravana de Interiorização contra o Trabalho Escravo nesta quarta-feira (27/8). A iniciativa começou por Uberaba, no Triângulo Mineiro, em maio de 2025. A Caravana é uma pareceria entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), o TRT-MG, por meio do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, Tráfico de Pessoas e Proteção ao Trabalho do Migrante da Justiça do Trabalho, a OAB/Minas e a Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
"O evento se mostrou de importância ímpar especialmente diante das longínquas e reincidentes violações de direitos trabalhistas na cadeia produtiva do café, com destaque para o sul de minas. "É uma paradoxo que haja tanta ausência de dignidade em uma atividade econômica tão pujante, cujas receitas em 2024 superaram, pela primeira vez, a receita das exportações do setor de mineração", avaliou a procuradora do Trabalho Melina de Sousa Fiorini e Schulze, uma das palestrantes.
À noite, representantes das entidades integrantes da Caravana voltaram a se reunir no auditório da UEMG- Unidade Passos- para a palestra “Diálogos pelo trabalho Livre: boas práticas e desafios institucionais no enfrentamento ao trabalho escravo”. O encontro terminou com a assinatura de uma Carta de Compromisso conjunta pelo combate ao trabalho análogo à escravidão e promoção do trabalho decente que, dentre os vários pontos destaca o fortalecimento de ações de sensibilização, educação e mobilização social direcionadas à a este fim.
Filme, palestras e visita técnica - Em Passos, pela manhã, os participantes lotaram o auditório da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) para prestigiar palestras organizadas por advogados e pesquisadores da UFMG, André Rezende Soares Lino, Jonas Rodrigues Ferraz e pela presidente da Comissão de Enfrentamento ao Trabalho Escravo da OAB-MG, Giovana Paula Ramos Silveira Leite. As atividades começaram com a exibição do vídeo “Caso Amadeu”, que detalha a história e o resgate de um trabalhador rural, em Cássia (MG), que viveu por 13 anos em situação análoga à escravidão, no sítio do próprio sobrinho. O vídeo sugere uma reflexão sobre como as violações trabalhistas se dão no mundo contemporâneo e como relações familiares podem camuflar práticas de violação de direitos.
A Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da Faculdade de Direito da UFMG é parceira no projeto e conduz uma experiência pioneira na formação de um sistema internacional de clínicas de Direito e se baseia em três eixos fundamentais: ensino, pesquisa e extensão. As atribuições de quem atua no projeto incluem a formação de multiplicadores, por meio de palestras e ainda a assistência jurídica gratuita às vítimas de violações laborais.
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