Edição atual da Revista Labor está disponível

Publicação aborda, dentre outras matérias, a ampliação do combate ao assédio eleitoral em 2024

Belo Horizonte (MG) – O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou a 14ª edição da Revista Labor (acesse aqui). A reportagem de capa aborda o enfrentamento ao assédio eleitoral nas eleições de 2024, apresentando os novos contornos dessa conduta, bem como a proliferação no âmbito do setor público. Foram 705 denúncias, em todo o país, até a realização do primeiro turno. O Nordeste foi a região com o maior volume de registros.

Revista Labor nº 14
Revista Labor nº 14

Dentre os casos apurados, observou-se a coação de servidores para participar de atos de campanhas; reuniões no ambiente de trabalho para promover ou mobilizar a votação em certos candidatos; além de ameaças de perdas de emprego ou atraso de salários. O procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira, avaliou que "as eleições de 2024 mostraram que o assédio eleitoral persiste na nossa sociedade e as primeiras denúncias registradas neste ano revelaram a necessidade de maior atenção ao problema". Dessa forma, o MPT ampliou os mecanismos de combate, conforme afirmado por Pereira, "reforçamos nossa preparação e nos articulamos com outras instituições do sistema de Justiça para garantir a liberdade de voto para trabalhadores e trabalhadoras".

A revista é produzida pela Secretaria de Comunicação do MPT, a qual divulga notícias da atuação do órgão.

 

A inteligência artificial e os novos desafios

A revista abordou também a inteligência artificial e a necessidade de se preparar para os desafios impostos pelas novas tecnologias. Um dos pontos tratados na entrevista concedida pela professora de inteligência artificial, Martha Gabriel, da PUC-SP, foi a projeção do cenário para o trabalho no futuro. A entrevistada acredita que a tendência é "termos mais variedade de possibilidade do trabalho" e que a "evolução é o trabalho híbrido". Por meio de uma analogia, ela deu dicas de como se preparar para o novo mundo do trabalho, "se você dirige um carro, você não precisa entender como o motor funciona". E continuou, "quem precisa entender isso é quem monta o carro, você precisa entender como é que você opera o carro, que é muito mais fácil do que entender como o motor funciona", ao defender que não é preciso entender a tecnologia no nível técnico, mas sim saber como se relacionar com ela.

 

Outras matérias da atual edição

A publicação abordou ainda outras matérias, como a do reencontro de irmãos que foram resgatados do trabalho análogo ao de escravo, após mais de duas décadas de exploração, em Pontal do Araguaia/MT. O cumprimento da lei que prevê aprendizagem no esporte também é tema da atual edição da revista, assim como um ensaio fotográfico dos trabalhadores rurais de Monte Santo/BA, que foram resgatados de condições análogas a de escravos na Serra Gaúcha.

Por fim, a Labor apresenta também um conteúdo relacionado à Síndrome do Esgotamento Profissional (Síndrome de Burnout), que alcança cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros, o que coloca o país na segunda posição em casos diagnosticados no mundo, somente superado pelo Japão. E outro (conteúdo) sobre como a Uber controlou a categoria de motoristas para minimizar as reivindicações pelo reconhecimento do vínculo trabalhista. Dentre outros fatores, a Uber argumenta que é "parceira" do motorista e que valoriza o seu esforço, alimentando uma falsa sensação de pertencimento.

 

 

--

Esta matéria tem cunho informativo. Permitida a reprodução mediante citação da fonte.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais
Tel. (31) 3279-3000
prt03.ascom@mpt.mp.br
Siga-nos no Instagram e no YouTube e saiba mais sobre a atuação do MPT.

Imprimir