Liminar obtida pelo MPT coíbe lide simulada em empresa de motofrete

Uma liminar obtida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Belo Horizonte obriga a Oba Oba Expresso a suspender a prática fraudulenta de usar a Justiça do Trabalho para homologar rescisões contratuais, ou seja, praticar lide simulada. "Em pelo menos quatro casos, ao longo de 2015, apuramos que a empresa orientou o empregado a procurar uma advogada, indicada pela própria Oba Oba, para receber o acerto rescisório. À revelia do empregado, a Justiça era acionada. Em geral, os valores pagos eram parcelados e inferiores ao devido", explica o procurador que atua no caso, Antonio Carlos Pereira.

A lide simulada não é a única fraude praticada pela empresa. Em depoimentos ao MPT, os empregados denunciaram que recebem salários por comissão, como estímulo para a rápida execução das atividades. De acordo com o procurador, "essa conduta está em desacordo com os termos da Lei Federal nº 12.436/2011, na medida em que gera o aumento de produtividade e potencializa os riscos de acidentes".

A empresa está obrigada a: A liminar deferida pela 21ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte determina que a empresa passe a homologar todas as rescisões de empregados com mais de um ano de serviço perante o Sindicato da Categoria Profissional ou perante o Ministério do Trabalho e Emprego; pague integralmente as verbas rescisórias devidas, em todos os casos de demissão, e para suspender o uso de prêmio ou taxa de comissão para estimular produtividade. Em caso de descumprimento de qualquer das obrigações a multa fixada é de R$ 10 mil reais, por trabalhador prejudicado ou caso detectado.

A ação segue em andamento na 21ª Vara do Trabalho para julgamento dos pedidos de condenação em caráter definitivo. O MPT também pede que a empresa seja condenada a pagar uma indenização por danos moral coletivo, no valor de R$ 100 mil. A advogada que participou da fraude trabalhista também é ré na ação judicial.

Onde as rescisões de contratos devem ser feitas? A atribuição para prestar a assistência no ato de homologação das rescisões de contratos de trabalho, superiores a 12 meses, é preferencialmente dos sindicatos profissionais, oportunidade em que verificam se todos os direitos estão sendo assegurados e, em caso negativo, podem ajuizar ação para buscar qualquer diferença. Caso a categoria não seja representada por um sindicado, o Ministério do Trabalho também é competente para homologar rescisões.

Nº da ação do TRT: 0010746-66.2015.5.03.0009

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Aberto cadastro de entidades para receber alimentos

Verba de R$ 24 mil será revertida pelo MPT

Juiz de Fora: A unidade do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Juiz de Fora reverterá R$ 24 mil para a doação de gêneros alimentícios, a entidades filantrópicas do Município de Pirapetinga. O valor total será dividido em 48 parcelas mensais, correspondentes a R$ 500, cada aporte.

Os requerimentos de doações de bens, a serem utilizados em suas finalidades institucionais, devem ser remetidos por ofício à Procuradoria do Trabalho em Juiz de Fora, juntamente com cópia do estatuto social, com informações completas sobre a assistência prestada pela entidade filantrópica, número de beneficiados, endereço completo, telefone de contato e responsável.

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Prêmio MPT na Escola: definidos representantes de Minas Gerais

Um conto, uma poesia, um curta metragem, uma esquete teatral, uma pintura e uma música. As seis produções artísticas de alunos de escolas públicas mineiras já foram indicadas pela comissão julgadora e vão representar Minas Gerais no Prêmio MPT na Escola, que vai oferecer R$ 240 mil em prêmios.

Os trabalhos selecionados são das cidades de Mutum, Unaí, Araçuaí, Formiga e Frutal. Eles irão disputar os prêmios com produções de outros estados do Brasil.

O conto "Trabalho infantil? Não!" foi produzido pela estudante Ana Clara Junger , aluna da Escola Municipal Gentil Simões Caldeira, em Mutum. A poesia "Trabalho Infantil" é da aluna Luciana Barbosa de Souza, da Escola Municipal Euclides da Cunha, de Unaí. O curta metragem "Não é tempo de trabalhar" foi elaborado por alunos do Centro Municipal de Educação Integral Professor José Juvencio Fernandes, em Formiga.

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Exigência de sobrejornada acarreta multa de mais de R$ 400 mil

Inpa – Indústria de Embalagens descumpriu TAC firmado com o MPT

Juiz de Fora - A INPA - Industria de Embalagens Santana foi penalizada pela Procuradoria do Trabalho em Juiz de Fora a recolher R$ 452.400,00 ao Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), por descumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em 2013, que previa a supressão de sobrejornada em desacordo com a lei.

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Projeto qualifica jovens em Monte Verde com verba destinada pelo MPT

Mais de 800 jovens e adolescentes moradores do distrito de Monte Verde, no Sul de Minas, serão qualificados para o trabalho pelo Senac, por meio do projeto Qualifica Monte Verde. A iniciativa é do Fundo Especial do Ministério Público (Funemp), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e tem por objetivo ofertar cursos e workshops profissionalizantes para cerca de 40 turmas no distrito.

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