Rede própria da Unimed funciona com terceirização ilícita

A cooperativa não tem empregados registrados em sua rede própria

Quando você vai a um hospital, a um pronto atendimento ou fala no Alô Saúde, o profissional que te atende não é um cooperado da Unimed e também não tem um contrato de trabalho assinado com a Unimed. Para captar esses profissionais no mercado de trabalho a Unimed se vale de um procedimento ilícito que é a intermediação via cooperativa de trabalho.

Atualmente, para trabalhar como médico no hospital da Unimed o profissional é obrigado a filiar-se à Femcoop, uma cooperativa de médicos criada exclusivamente para intermediar as contratações da Unimed e não cumpridora dos princípios do cooperativismo, dentre os quais a não subordinação, a divisão de lucros, o poder de deliberação para os cooperados. Outros profissionais, como enfermeiros e fisioterapeutas por exemplo, são contratos como pessoas jurídicas ou também intermediados por cooperativas como a Fisiouni e o Centro Mineiro de Fisioterapia.

Imprimir

Empresas de Várzea da Palma são condenadas por assédio moral

Uma decisão em ação civil pública de autoria do Ministério Público do Trabalho (MPT) determina que as empresas Italmagnésio Nordeste S.A e Rotavi Industrial Ltda coíbam internamente a prática de assédio moral de qualquer natureza. As empresas têm 60 dias para expedir norma contrária à pratica e dar amplo conhecimento ao público interno.

A investigação conduzida pelo MPT tem em seu rol de provas uma ação individual, na qual as empresas foram condenadas a indenizar um ex-funcionário que foi vítima de assédio moral em virtude de sua orientação sexual. Além de ser tratado por apelidos jocosos, o ex-funcionário chegou a ser acusado injustamente de roubo. Nenhuma retratação foi apresentada pela empresa mesmo após identificar o verdadeiro autor roubo. Em seu depoimento, o ex-funcionário, relatou que comunicou os superiores sobre a situação. Todavia, nenhum chefe tomou iniciativa para coibir as atitudes discriminatórias. "Tratam-se de claras violações a direitos e interesses individuais e extrapatrimoniais, degradando, assim, todo o ambiente de trabalho das empresas rés", afirma a procuradora do trabalho Ana Cláudia Gomes.

Imprimir

Vote para os Conselheiros Tutelares de Belo Horizonte

.
.

No dia 4 de outubro, a partir das 8 horas, será realizado o processo unificado de escolha de Conselheiros Tutelares. A eleição será realizada pela primeira vez em Belo Horizonte e todos os cidadãos maiores de 16 anos e com título de eleitor válido poderão votar.

Em BH, o Conselho possui nove unidades: Barreiro, Centro Sul, Leste, Nordeste, Noroeste, Norte, Oeste, Pampulha e Venda Nova. Cada Região terá de 4 a 5 opções de locais para a votação, como escolas municipais, Umeis e a própria sede do Conselho Tutelar. Confira a lista dos locais de votação.

Imprimir

MPT vai promover workshop sobre inclusão no mercado de Trabalho

Empresas que cumprem a cota vão compartilhar suas experiências

No dia 21 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Para marcar a passagem da data, o Ministério Público do Trabalho (MPT) vai reunir, em Belo Horizonte, representantes de empresas que cumprem a cota da Lei 8.213/91 para compartilhar experiências e resultados.

"Muitos empregadores dão ênfase a obstáculos como falta de pessoal e falta de capacitação, para tentar justificar o não cumprimento da cota, no entanto, conhecemos diversas experiências bem-sucedidas, que demonstram a plena viabilidade do cumprimento da lei. Pretendemos com este evento, promover a troca de experiências e dar visibilidade aos casos que deram certo, que poderão servir de inspiração e até de exemplo para que outras empresas cumpram o dever legal da inclusão", explica a idealizadora do evento, a procuradora do Trabalho Elaine Nassif.

Imprimir

Unimed é condenada em ação do MPT por terceirizar atividade-fim

A cooperativa terá que contratar diretamente mais de 3 mil profissionais da saúde em Minas Gerais

A Unimed Belo Horizonte foi condenada a suspender o uso de mão de obra terceirizada nos 33 estabelecimentos que mantém em Minas Gerais, onde médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais prestam serviços como pessoa jurídica ou filiados a outras cooperativas. A fraude é investigada pelo Ministério Público do Trabalho há oito anos e foi denunciada à Justiça do Trabalho em Belo Horizonte, por meio de ação civil pública instruída em oito mil páginas.

O juiz da 25ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, Marcos Vinícius Barroso, acatou a tese do MPT no sentido de que houve mudança no perfil de atuação da Unimed, que deixou de ser uma cooperativa de trabalho médico, com a finalidade de angariar clientes para atendimento pelos médicos cooperados, e com isso permitir-lhes melhoria da renda e transformou-se em empresa com fins lucrativos e exploração de mão de obra terceirizada.

Imprimir