Fazenda é condenada a pagar R$ 390 mil por dano moral

sexta-feira, 22 junho 2012,14:30

Na fazenda Santo Aurélio, zona rural de Paracatu, foram encontrados 13 trabalhadores em condições degradantes

Patos Minas – A Justiça do Trabalho condenou o proprietário da fazenda Santo Aurélio, localizada na zona rural de Paracatu, por manter 13 trabalhadores sem registro e em condições degradantes.

A sentença determina que o criador de gados e proprietário da fazenda, Simão Sarkis Simão, pague ao Fundo de Amparo ao Trabalhador indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 390 mil. Além disso, deverá pagar indenizações individuais de R$ 30 mil a cada trabalhador também a título de reparação do dano.

“A situação foi classificada como degradante porque os empregados trabalhavam não estavam recebendo salários, não tinham moradia, nem alimentação e trabalhavam a 40 quilômetros da cidade de Paracatu, em local sem transporte regular”, explica o procurador que atuou no caso e responsável pelo ajuizamento da ação civil pública, Paulo Veloso.

Além das indenizações, uma série de 36 obrigações deverão ser observadas pelo réu, sob pena de multa no valor de R$ 1 mil por trabalhador encontrado em situação irregular e por obrigação descumprida.

Entre as obrigações estão manter empregados registrados, controle adequado de jornada com intervalos e descansos devidos, adequação de alojamentos e frentes de trabalho, conforme prevê a legislação, bem como pagamentos de salários e demais direitos devidos aos empregados.

Entenda o caso: A fazenda Santo Aurélio foi alvo de fiscalização pela Gerência Regional do Trabalho em Paracatu. Durante a ação fiscal, os empregados contratados para roçar o pasto da propriedade rural foram resgatadosem virtude da precariedade das condições de trabalho.

A promessa do intermediador de mão de obra era de salário de R$ 35 reais por dia para roçar pasto, mas a realidade flagrada pela fiscalização e narrada pelos trabalhadores era bem diferente:

Sobre o banho: “nós banhava numa barragem suja, que o gado bebia água. A barragem era pequena e suja e o gado ficava atravessando ela”. João Batista Nunes de Souza

Sobre a água de beber: “tomava água da cisterna meio com nojo, porque a cisterna não tinha tampa, tinha sapo, rato e cobra,” Edcarlos Rodrigues e Geovani Martins.

O relatório da fiscalização do trabalho fundamentou a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho. Na sentença, publicada nessa quinta-feira, 21, a juíza da Vara do Trabalho de Paracatu, Priscila Rajão Pacheco, julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados pelo MPT.

Além das obrigações relativas ao registro dos empregados e meio ambiente de trabalho, o Réu terá que quitar as verbas rescisórias de todos os trabalhadores, o que não foi realizado na ocasião do resgate, explica Paulo Veloso.

Ainda pode recorrer da decisão.

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Número de TACs aumenta 32%

quarta-feira, 13 junho 2012,13:32

No mês de maio, 110 Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) foram assinados perante o Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais, 35  a mais do que no mês anterior.  Desse total, 95  foram propostos pelas Procuradorias do Trabalho no interior. A unidade de Governador Valadares apresentou o maior número de acordos firmados: 28. O tema Meio Ambiente do Trabalho continua sendo o tema mais recorrente, segundo dados do Relatório de Estatística do MPT Digital.

TACs firmados por unidade:
Governador Valadares: 28
Belo Horizonte:15
Patos de Minas: 15
Coronel Fabriciano: 13
Juiz de Fora: 13
Divinópolis: 09
Pouso Alegre: 09
Varginha: 06
Montes Claros: 01
Uberlândia: 01
Teófilo Otoni: 0

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MPT leva campanha sobre trabalho infantil para a rede municipal de ensino de BH

terça-feira, 12 junho 2012,14:05

Procuradora Virgínia Leite falou combate ao trabalho infantil para cerca de 80 professores da rede municipal de BH

Cerca de 80 professores da rede municipal de ensino de Belo Horizonte, reunidos na Secretaria Municipal de Educação, nesta segunda-feira, 11, assistiram à palestra sobre combate ao trabalho infantil proferida pela procuradora do Trabalho Virgínia Leite.

Evitar que crianças e jovens sejam submetidas a toda e qualquer forma de exploração é a meta ideal para o Ministério Público do Trabalho e das demais entidades que lidam com o tema, explicou a procuradora: “Quando resgatamos crianças e adolescentes do trabalho o prejuízo moral, social e intelectual já foi consumado. É esse prejuízo irreparável que precisamos evitar, daí a necessidade de promover a conscientização da sociedade”, enfatizou Virgínia Leite.

2.500 cartilhas serão encaminhadas para bibliotecas polo da rede municipal de BH

Os professores, integrantes do Fórum da Educação Básica, exercem o papel de elo entre as escolas e a Secretaria Municipal de Educação – SMED e manifestaram ter conhecimento de situações de trabalho infantil nas escolas. Virgínia Leite apresentou a eles as principais disposições legais de proteção à criança e ao adolescente e explicou sobre as regras da aprendizagem profissional.

Adriana Mota, membro do Fórum da Educação Básica, recebeu o MPT na SMED

Quarenta kits contendo um total de 2.500 cartilhas foram entregues à Gerência de Educação Básica e Inclusão. O material será encaminhado para Bibliotecas-polo em todas as regionais da cidade, explicou Adriana Mota, membro da Gerência.

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TAC coíbe trabalho infantil em fábrica de bolas e petecas

terça-feira, 5 junho 2012,13:37

O trabalho com produtos químicos está presente na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista Tip) e deve ser vedado a menores de dezoitos anos. Esta é uma entre as dez obrigações assumidas pela empresa Bolas Lance X Ltda. em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado perante o Ministério Público do Trabalho (MPT), no dia 22 de maio.

Em março, a fabricante de bolas e petecas foi fiscalizada pelo MPT e pelo Ministério do Trabalho e Emprego. “Encontramos um jovem de 15 anos laborando na fábrica. O local é sem ventilação e possui cheiro muito forte de produto químico”, relata a procuradora responsável pelo caso, Ana Cláudia Nascimento.

O TAC ainda estabelece que a empresa abstenha-se de expor os seus trabalhadores maiores de 16 anos e menores de 18 a condições de trabalho noturno, insalubre, perigoso, penoso ou prejudicial à sua moralidade, integridade física e psíquica e de expor os seus empregados adolescentes a tratamento humilhante, por si ou por terceiros, bem como a submetê-los a maus tratos ou a abandono e utilize somente mão de obra de empregados devidamente registrados, inclusive com anotação na Carteira de Trabalho.

A lista Tip é regulamentada
pelo Decreto nº 6481/2008

O descumprimento do acordo implicará em pagamento de multa de R$500 ou R$1000 por trabalhador encontrado em situação irregular. Se aplicados, os valores serão revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Número do processo: 253.2012.03.000/8

Foto: site Trabalho Decente

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Construtoras vão abrigar trabalhadores em alojamentos dignos

sexta-feira, 1 junho 2012,20:32

Encerrada agora, no Ministério Público do Trabalho, a audiência com o Sindicato da Construção Civil de Belo Horizonte e Região (Marreta) e representantes de quatro construtoras que mantinham contrato de prestação de serviços com a Mudar Construtora.

Em inspeção realizada nessa quinta,31, o MPT e o Ministério do Trabalho e Emprego confirmaram denúncia de que a construtora Mudar, de propriedade de Marcos Romildo de Oliveira, estaria mantendo em condições degradantes, na região do bairro Havaí, trabalhadores aliciados na Bahia.

O acordo ajustado durante a audiência prevê que as construtoras providenciem, ainda hoje, a transferência dos trabalhadores para alojamentos que atendam aos requisitos da Norma Regulamentadora 18.

A partir de segunda-feira, 4, cada trabalhador poderá optar por continuar trabalhando ou voltar para sua cidade de origem. Em ambos os casos, vão receber todos os direitos devidos que serão quitados pelas construtoras tomadoras do serviço.

Os que optarem por permanecer trabalhando, as construtoras deverão contratar diretamente e assegurar condições adequadas de alojamento. A responsabilidade pelo acerto rescisório e a acomodação em alojamento digno para trabalhadores que não estiverem vinculados a nenhuma das construtoras, será de responsabilidade de Marcos Romildo de Oliveira.

O Sindicato profissional vai acompanhar a transferência dos trabalhadores para os novos alojamentos e as reuniões entre empregadores e trabalhadores.

Assinaram o acordo as construtoras Patrimar Engefor Imóveis SPE Ltda, Tecco Tecnologia e Construções Ltda. , Masb 1 SPE Empreendimentos Imobiliários Ltda., BH Buritis Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda, do grupo Camargo Correia, e a fornecedora de mão de obra Construtora Mudar.

 

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