Empregados do hospital Siderúrgica terão rescisões de contrato até o próximo dia 28

quarta-feira, 19 outubro 2011,12:59

O dinheiro para quitar o acerto dos 240 empregados poderá vir da venda de bens móveis do hospital

Coronel Fabriciano: Durante audiência na 1ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano, nesta sexta feira, 14, a Associação Beneficente São Sebastião assumiu o compromisso de “efetivar a dispensa de todos os trabalhadores até o dia 28 de outubro. A Associação tem até o dia 8 de novembro para apresentar à Justiça do Trabalho os valores de acertos rescisórios.

O acordo foi feito em ação cautelar ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, onde foi pedido o bloqueio da venda do prédio e dos equipamentos do hospital até que os empregados recebam seus créditos trabalhistas.

Segundo informações do procurador do Trabalho Túlio Alvarenga, no momento não há recursos suficientes para saldar a dívida rescisória, por isso, o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho vão definir prioridades de modo que sejam beneficiados o maior número de trabalhadores.

Para levantar recursos necessários para a quitação dos débitos trabalhistas, o Sindicato profissional está autorizado na fazer a venda dos bens móveis do hospital, a partir do dia 09 de setembro de 2011, caso, antes desta data, não seja publicado decreto do governo do estado resolvendo a situação dos bens móveis.”

O Hospital Siderúrgica está com funcionamento suspenso desde 15 de julho de 2011 e pagamentos de salários atrasado desde agosto. Os trabalhadores alimentavam a expectativa de que o hospital seria reaberto e os profissionais mantidos.

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Cruzada Antidrogas quer retirar crianças e adolescentes das drogas em Patos de Minas

terça-feira, 18 outubro 2011,12:59

Patos de Minas: Estatística do 15º Batalhão da Polícia Civil de Patos de Minas aponta 35 boletins de ocorrência que registraram o envolvimento de adolescentes com o tráfico de drogas, de janeiro a agosto de 2011.

Preocupadas com o aumento da violência, motivado pelo envolvimento de jovens com drogas, 21 entidades públicas de Patos de Minas somam suas forças. Representantes dos poderes executivo, legislativo, judiciário, segurança pública, Ministério Público, além de conselhos e associações são parceiros no Projeto Cruzada Antidrogas.

21 entidades são parceiras
no projeto que teve início
no segundo semestre de 2011

Desestimular o consumo de álcool e drogas entre crianças e adolescentes é o objetivo central do projeto, que prevê diversas ações de sensibilização direcionadas tanto para os menores, quanto para professores e familiares.

O Ministério Público do Trabalho é um dos parceiros no projeto, no intuito de prevenir a exploração da criança e adolescente no tráfico de drogas, atividade que é elencada na legislação internacional como uma das piores formas de trabalho infantil. “Estamos certos de que as ações preventivas são as mais eficazes e de que a inclusão social e profissional é um dos caminhos para desestimular o contato de jovens com as drogas. Por isso, vamos exigir dos empregadores o cumprimento da cota de aprendizagem, conforme prevê a legislação, além de implementar outras medidas que visam assegurar a ampla proteção da criança e do adolescente” explica o procurador do Trabalho Paulo Veloso.

O cronograma de ações, iniciado no 2º semestre de 2011, prevê a apresentação do projetos nas escolas das redes municipal e estadual para captação de adesões, formação de equipes de instrutores, capacitação de professores, distribuição de material didático, concurso de frases, promoção de palestras apresentações teatrais, articulação com outros seguimento sociais, entre outros.

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TAC proíbe laboratório de retaliar empregados com ação na Justiça

segunda-feira, 17 outubro 2011,12:59

Abster-se de retaliar empregados que tenham entrado com ação na Justiça é o que determina o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo Laboratório Hermes Pardini, no mês de setembro.

O termo proposto pelo  Ministério Público do Trabalho (MPT) esclarece que o laboratório pode dispensar os empregados por outros motivos, inclusive aqueles enumerados no Artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou por alteração da conduta do empregado no sentido negativo.

De acordo com a procuradora Lutiana Nacur, responsável pelo caso, o não cumprimento do acordo acarretará o pagamento de multa de R$ 1 mil por ato de descumprimento e em relação a cada trabalhador encontrado em situação irregular.

O valor da multa, caso incida, será revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou ao Fundo da Infância e Juventude (FIA) Municipal ou Estadual, a escolha do MPT. O cumprimento do termo é passível de fiscalização pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e/ou pelo MPT.

Nº do processo: 0997.2010.03.000/4-25

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Univale: Mediação no MPT garante pagamento regular de salários

quinta-feira, 13 outubro 2011,12:59

Reunião entre MPT, SINPRO e Fundação Percival Farqhuar.

Governador Valadares – Professores da Universidade Vale do Rio Doce retomaram, no dia 05, as atividades acadêmicas após 16 dias de greve, em virtude de constantes atrasos salariais. O impasse entre a Fundação Percival Farqhuar (FPF) e o SINPRO foi solucionado com a mediação do Ministério Público do Trabalho. “Os salários atrasados já estão pagos. Esse é o principal resultado da mediação, que envolveu uma das maiores, senão a maior, entidade de ensino superior da região Leste e seus professores”, relata o procurador do Trabalho Max Emiliano da Silva Sena.

Em setembro, o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (SINPRO) protocolizou uma petição solicitando a atuação do MPT em Governador Valadares no sentido de mediar os conflitos existentes entre a FPF, mantenedora da Univale e a categoria profissional.

No ato da solicitação, o Sindicato argumentou, que os auxiliares de administração e professores da Universidade encontravam-se com os salários atrasados, correspondentes aos meses de junho e agosto, em percentuais de 35% e 50%, respectivamente, além de 1/3 de férias do ano de 2010.

Na primeira audiência mediada pelo procurador Max Emiliano da Silva Sena, a FPF admitiu o atraso e que no mês de abril havia sido elaborado um cronograma de pagamento, que acabou não sendo possível manter, e que, neste momento as finanças da instituição estão desequilibradas. Em contrapartida, o SINPRO alegou que de agosto a setembro, circulou na Universidade cerca de R$ 5 milhões e que a renda média mensal de 2010 foi de R$ 3,5 milhões.

Em audiência realizada no dia 28 de setembro, foi acordado entre a FPF e o Sindicato que a Fundação efetuaria o pagamento dos 50%, relativos aos salários do mês de agosto/2011, no máximo até o dia 07.10.2011, de forma integral e que os salários do mês de setembro/2011 seriam pagos integralmente até o dia 07.10.2011. O saldo salarial do mês de junho/2011 (35%), bem como o 1/3 de férias do ano de 2010, seriam pagos, no máximo, até o final do mês de outubro/2011 e que a greve seria suspensa de imediato.

Comprovados os pagamentos, a Universidade se comprometeu com a estabilidade dos professores até o final do período letivo, salvo as exceções legais, e os professores retomaram as atividades acadêmicas.

A categoria rejeitou a proposta, por maioria, optando pela continuidade da greve.

Em razão disso, o SINPRO requereu ao Ministério Público do Trabalho uma nova reunião, tendo sido designada uma nova reunião para discussões no dia 05.10.2011, na Procuradoria do Trabalho em Governador Valadares.

Durante a audiência, a FPF informou que já havia efetuado o pagamento de todas as pendências, razão pela qual entendia que não se justificava mais a manutenção do item da proposta anterior, consistente na estabilidade dos professores até o final do período letivo. Não obstante, atendendo à solicitação do SINPRO e às ponderações do Ministério Público do Trabalho, a FPF manteve a estabilidade dos professores, sob a alegação de que não haveria nenhuma dispensa de professores em razão de participação no movimento grevista.

Também nessa última reunião foi definida a necessidade de criação de uma comissão de professores para, juntamente com o SINPRO, manter diálogo permanente com a FPF, de molde a evitar novos impasses entre a Universidade e a categoria dos professores.

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Seis trabalhadores encontrados em condições degradantes

terça-feira, 11 outubro 2011,12:59

Obra é resultado de convênio entre a prefeitura de Conceição do Mato Dentro e a Funasa

Governador Valadares – Seis trabalhadores foram encontrados em condições degradantes e resgatados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) durante fiscalização conjunta, na última quinta-feira, 06.

O grupo, e outros 4 trabalhadores ausentes no momento da fiscalização, prestavam serviços de pedreiro e de ajudante de pedreiro na construção de banheiros comunitários, no município de Conceição do Mato Dentro. A obra é resultado de convênio entre a prefeitura local e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

De acordo com o procurador do Trabalho Max Emiliano Sena, a empresa responsável pela obra, AF Construções Ltda., não assinou a carteira dos trabalhadores, não efetuou pagamento, não forneceu equipamento de segurança, alimentação e água potável. Os trabalhadores dormiam no chão, num barraco de alvenaria sem portas, janelas e em condições deploráveis de higiene.

De imediato, foi providenciado pelo encarregado da empresa AF Construtora o transporte dos trabalhadores para Governadores Valadares, cidade onde residem.

A empresa recebeu prazo até amanhã, 11, para apresentar à Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Governador Valadares as rescisões de contratos dos 10 empregados e outros documentos.

“Esses trabalhadores deverão receber três parcelas de seguro-desemprego, porque estavam em situação de trabalho análoga à de escravo, na modalidade trabalho degradante, explica Max Emiliano Sena: “Caso a empresa não comprove o pagamento das verbas rescisórias, o MPT vai ajuizar Ação Civil Coletiva em favor dos trabalhadores”.

De acordo com o procurador, no curso da investigação que tramita no Ministério Público do Trabalho, a empresa será intimada a firmar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou poderá ser alvo de ação civil pública, para inibir novas ocorrências. O Ministério Público Federal também será notificado para investigar o caso, por envolver contrato entre município e fundação pública.

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