Terceirização sem limite ameaça trabalhadores do Brasil

Em Minas Gerais, o Ministério Público do Trabalho abriu quase 400 inquéritos sobre o tema nos últimos cinco anos

O projeto de lei de nº 4330/04, que propõe o fim dos limites para a terceirização no Brasil, tem votação prevista para hoje, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. Caso entre em vigor, da forma como está, o Brasil passa a admitir a terceirização em todos os postos de trabalho, nas atividades meio e fim das empresas.
Hoje, a terceirização da atividade fim, é considerada ilícita e integra o rol de temas prioritários que o MPT enfrenta, por seu caráter perverso e recorrente. "Sempre no topo da lista em número de investigações e irregularidades, abriga fraudes como: pagamento de salários mais baixos, meio ambiente de trabalho inseguro, falta de treinamento adequado, altos índices de doenças e acidentes, falta ou inadequação de equipamentos de proteção individual, jornadas exaustivas", descreve o procurador do Trabalho Helder Amorim.
Em Minas Gerais, nos últimos cinco anos foram abertos 381 inquéritos civis públicos. Boa parte dos casos foi solucionada por meio da assinatura de termos de ajustamento de conduta (TAC), que totalizaram 147 no período. Para a Justiça do Trabalho, foram levados 96 casos, via ação civil pública.

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Risoleta Neves empossa concursados

Hospital Municipal promove primeiro concurso, após assinar TAC perante o MPT

Aprovados no 1º Concurso Público promovido pelo Hospital Municipal Risoleta Neves estão sendo convocados. A realização do concurso é resultado de compromisso assumido perante o Ministério Público do Trabalho, em 2013, quando o hospital foi denunciado por manter mais de 2 mil profissionais contratados via processo seletivo.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado perante o MPT fixa prazo até o final de 2017 para que o hospital comprove a contratação, via concurso público, para todos os cargos, empregos e funções, exceto os em comissão e de livre nomeação. "Nesta primeira etapa, o hospital já comprovou, perante o MPT, que estão sendo empossados mais de 350 profissionais de diversas áreas, inclusive médicos, administradores e outros profissionais da saúde", informa a procuradora do Trabalho que atuou no caso Elaine Nassif.

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Vale é responsabilizada por trabalho análogo ao de escravo

*Com informações do site Repórter Brasil

Após inspeções do Ministério do Trabalho e Emprego, a Vale teve seu canteiro na Mina do Pico em Itabirito, na região Central de Minas Gerais, interditado por submeter 309 pessoas ao trabalho análogo ao de escravo e foi autuada por 32 infrações trabalhistas. As vítimas eram motoristas que levavam o minério de ferro pela estrada particular da Vale que liga duas minas em Itabirito. Embora fossem empregados por uma empresa subcontratada, a Ouro Verde, os auditores consideraram a terceirização como ilícita e responsabilizaram a Vale. Além do ambiente "repugnante", nas palavras dos auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais, os trabalhadores eram submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes e foram vítimas de fraude, promessa enganosa e ameaça.

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Minas Gerais recebe 1ª Vara Itinerante do Trabalho

A 1ª Vara Itinerante do Trabalho de Minas Gerais terá sua estreia na cidade de Conceição do Mato Dentro. A medida foi aprovada em sessão do Pleno do Tribunal Regional do Trabalho em Belo Horizonte, no último dia 5 de fevereiro, em resposta a uma proposição apresentada pela procuradora do Trabalho Elaine Nassif.

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MPT pede que empresa contratada na Copa pague indenização de R$ 5 milhões

A empresa GP – Guarda Patrimonial de Minas Gerais está sendo acionada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por irregularidades trabalhistas cometidas durante a Copa do Mundo de Futebol realizada no Brasil em 2014. Contratada pela Fifa, a empresa trouxe, do Rio de Janeiro e de São Paulo, cerca de 300 trabalhadores para fazer vigilância nos jogos disputados no estádio do Mineirão.

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